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Bolos de Canela Suecos ou "kanelbullar"


 Já foi há um tempo que fizemos uns bolos muito parecidos a estes (e que podem ver aqui nas nossas receitas de bolos). Desta vez - no seguimento do texto desses rolinhos de canela - procurámos a receita original dos Kanelbullar suecos. Aqui estão eles, parecidos aos outros, mas com o pormenor do cardamomo que dá um toque cítrico e fresco, ótimo para cortar o doce destes fofos bolinhos. Experimentem e não tenham receio de rechear bem os bolos com o açúcar e canela: é vê-los no forno a crescer e aquela pasta feita de manteiga, açúcar e canela a "eruptir" (será que este verbo existe??) pelas espirais do caracol, pintando-o de castanho enquanto nos cresce água na boca à espera que passem os 12 minutos...


Pipocas com Caramelo Salgado


Encontrar um pretexto na cozinha para falar de música, pode parecer simplesmente despropositado e tonto. Mas, na realidade para nós não é.
Se, por um lado, nos deliciamos com os bons sabores do garfo, por outro, a música também compõe os aromas preferidos cá de casa.
Foi a música que nos juntou há 18 anos atrás, é pela música que “abdicamos” muito do nosso tempo livre e ela (a música) tem-nos trazido e fortalecido novas e bonitas amizades.
Cantamos no Coral Ossónoba há tantos anos que podemos resumir simplesmente que o fazemos há uma vida. Fazer parte deste grupo amador de cantores é fazer parte de um grupo de pessoas que duas vezes por semana (pelo menos) deixa as suas casas, à noite, para ensaiar. Aqui, a várias vozes mas todos na mesma direção, dissipam-se as diferenças de cada um, e é a genuinidade individual que enriquece a musicalidade transformada a partir de cada partitura, sob a orientação generosa do maestro, culminando em aplausos nos dias de concerto!
Nem sempre as coisas são perfeitas, mas a beleza de juntar nota a nota, vidas dispersas numa melodia musical afinada, única, marcada no compasso certo, faz com que tudo, no final, faça sentido.
Diz-se que amador é aquele que ama de tal forma aquilo que faz, que o faz por qualquer desprendimento monetário. Não posso dizer que o fazemos em troca de nada, porque não é verdade. A verdade é que recebemos muito em troca: gargalhadas, histórias (algumas de vida), aplausos, amizades, partilha e, claro está, música.
E porquê esta conversa, hoje, a fugir dos habituais temperos do tacho?
Simplesmente, porque sim, porque estamos a terminar um ciclo de concertos em que interpretamos uma obra especial, orquestrada por duas pessoas de talento que são muito especiais para o Coral e muito queridas particularmente para nós.
Falamo-vos da Cantata Mundi, uma obra com músicas de Rodrigo Leão e arranjos e orquestração de Ana Margarida Encarnação e Rui Baeta, em que a inspiração profana e espiritual fazem harmonia num concerto de cerca de 50 minutos.O espetáculo, para além da participação dos três coros da Associação Grupo Coral Ossónoba (em palco convivem pessoas entre os 7 e os 77 anos), conta com a participação do profissional barítono Rui Baeta e de um grupo de músicos que compõem uma pequena orquestra com cordas, percussão e órgão.
Com uma sonoridade original vamos percorrendo o universo do caos e da ordem. Afinal "todos somos terra e céu" diz o mote da obra, e todos somos doce e sal, acrescentamos nós.
Se conseguirem ver nesta receia doce e salgada a harmonia que a música nos pode oferecer, óptimo. Se desse lado tudo isto parecer simplesmente estranho, não faz mal, aproveitem esta receita de pipocas caseiras doces e salgadas que são deliciosas!
Ah… e se ficaram com curiosidade sobre o espetáculo, ainda poderão assistir à Cantata Mundi, em Portimão, no próximo dia 22 de abril.


Mini-Tartes de Limão


"Trabalhosas, mas gostosas!" podia ser o slogan destas mini-tartes de limão. Bem, na verdade apenas a base dá algum trabalho, pois o recheio é bastante simples. Foi assim que um domingo à tarde foi preenchido: pegámos numa ideia da revista do pingo-doce, usámos uma outra receita de base de tarte que já tínhamos experimentado e que mostrou ser excelente, e juntámos com o recheio da revista (salvo seja...). O resultado foi delicioso! (ora digam lá que não têm vontade de dar uma dentada só de olhar para as fotografias?) 😋

"O" Bolo de Limão



Um dia experimentámos esta receita de bolo de limão e lá por casa todos gostámos muito. Reforço que o gostar muito significa “o bolo desapareceu num instante”!
Mas, por azar perdemos a receita e não me conseguia recordar onde me tinha inspirado.
E lá por casa, os pedidos eram muitos:
- Mãe, faz aquele bolo de limão que sabe mesmo a limão e que fica estaladiço em cima.
E nós fizemos várias receitas de bolo de limão, mas…
- Não é este mãe!
- Este é bom, mas não é este o tal.
- Mãe, quando fazes o outro?
E eu era uma mãe “desesperada” em busca d“o” bolo de limão. E reencontrei a receita no mesmo sítio!
Se gostam do sabor e aroma do limão e se não resistem a um bolo fofinho, mas com uma leve crosta no topo do bolo, experimentem esta receita! Da nossa parte, esperamos nunca mais perder tal preciosidade! J

Boa semana!

Bolachas de Chocolate com Nutella (e o que fazer com o flagelo dos restos dos coelhos da Páscoa...)

Comecemos pelo princípio: para quem gosta de chocolate, pensar em bolachas com pepitas de chocolate recheadas com Nutella, é quase como pensar em coisas impróprias para menores de 18 anos (e não estou a falar de filmes de terror...).
Se, juntando a isso, se conseguir libertar espaço no frigorífico e fazer desaparecer uns coelhos e respetivos ovos da Páscoa (nem sei muito bem porque é que usei o termo "respetivos", já que os coelhos não põem ovos...), melhor ainda! É que cá por casa, estas coisas aparecem como cogumelos (não é que nos andem a nascer cogumelos aqui pelo chão, mas percebem a expressão, certo?), e - por mais que os nossos filhos quisessem inventar a "dieta do chocolate" - nós, muito maus pais, não os deixamos comer as quantidades industriais que eles gostariam. Sobram sempre coelhos e ovos (entre outros). 
Bem, voltando ao essencial: pelo menos 150gr destes restos podem fazer desaparecer: numa picadora, deixem-nos bem partidinhos e usem-nos nestas bolachas. Depois, como são demasiado saudáveis e pouco calóricas só com o "mero" chocolate, juntem-lhe umas colheradas de Nutella...

Bolo das Carmelitas Descalças de Sevilha

Este fim de semana foi tempo de terminar o bolo que começámos a fazer há... 10 dias! :)
Há coisa de 2 semanas, uma amiga entregou-nos uma marmita com um pouco de massa e uma folha com instruções... Não sabemos se a história tem algum fundo de verdade ou se é daquelas coisas para entreter pessoas desocupadas (ihihih), mas diz a "lenda" que esta é uma forma muito antiga de elaborar um bolo e reza a história que quem entregava o copo com a "massa mãe" fazia-o para desejar Sorte e Saúde. São necessários 10 dias para fazer o bolo, sem uso de liquidificador, sem frigorífico ou outros aparelhos modernos.
A tradição diz que a massa mãe tem que ser oferecida e que se tem que começar a fazer o bolo na quinta-feira, para que esteja pronto no sábado da semana seguinte.
Não sabemos se dá sorte e saúde, mas pelo menos não se estraga nada: é muito bom, este bolo à antiga. Pode ser que um dia lhe batam à porta com um copinho de massa; no final, como um bolo delicioso e ainda faz boa figura oferecendo a 3 pessoas um copinho com a massa mãe para desejar Saúde e Sorte!



Bolo de Abóbora com Especiarias e Laranja


Já falei dele aqui. J E o meu “ele” fez 38 aninhos comemorados com um bolo cheio de sabores quentes, com especiarias a “apimentar” a novidade de um bolo coberto de pevides de abóbora caramelizadas e adocicado com um creme de queijo e raspa de laranja.
O bolo estava delicioso e assim que chegou à mesa arrancou um “ah, que bolo bonito e diferente”. E sim, é um bolo de aromas diferentes, doce q.b. sem ser enjoativo embora a presença do creme assuste as dietas!
Com o fim-de-semana à porta, comprem os ingredientes e experimentem este bolo que agradou até as bocas mais exigentes em matéria de doces!
Para o meu “ele”, votos de mais um ano de vida doce q.b, apimentada a gosto e regada de muitos momentos saboroso, comigo sempre por perto, claro!

As broas da Conceição


Que no norte se come bem já todos sabem; que no norte mulher se escreve com H grande, também não é novidade! Pois esta receita vem de uma mulher do norte, boa cozinheira - pelo menos no que aos doces diz respeito (que foi o que já provámos!)  - e de voz afinada.
Chamam-lhes broas, mas podiam ser apenas um pãozinho doce com erva-doce e canela. Junte-se um belo copo de medronho e aqui está uma receita fácil, de comer e chorar por mais. E estas até levam batata! Quem diria? Que delícia!


Bolo de Mascarpone


Depois das festividades natalícias, começamos sempre o ano a dizer (e é uma coisa geral) que com o início do ano temos que começar as dietas e o exercício físico. 
Reconhecem esta promessa de início de ano que normalmente em Março já não passa de uma resolução de ano novo mais do que perdida?
Pois cá em casa também é assim. E hoje já nos apeteceu fazer um bolinho, porque o muito frio faz apetecer ligar o forno e beber um chá quentinho com uma bela fatia de bolo a aquecer a alma.
Resta-nos o consolo deste bolo ser pouco calórico e pouco doce. Mas... é delicioso e bem fofinho!
Se resistirem, não o façam para não quebrar a dieta! :-)



Brownie com Laranja

Este Obscuro Objeto de Desejo do livro "Paixão pelo Chocolate"
Se também há quem não lhe aprecie sequer o cheiro (e cá em casa há quem faça parte dessa minoria!), a verdade é que o chocolate é "O" ingrediente universal para a gula, despertando paixões em todas as culturas e idades. Com frutas, especiarias, bacon, café, vinho, queijo... Doce, amargo, de leite, ou branco... Protagonista de filmes, um companheiro de partilha de momentos felizes ou apenas um ombro amigo para uma separação dolorosa...  Quem não gosta de empurrar um pedaço de chocolate contra o céu da boca e deixá-lo derreter-se?
Neste brownie, a combinação clássica chocolate/amêndoa com o toque da laranja é de uma compatibilidade genial e faz-me lembrar algo que li já não sei onde: "qual é o sabor da culpa dos pais? sabe a chocolate e amêndoas, os ingredientes do Toblerone comprado à pressa no aeroporto..."

Bolachas de chocolate com recheio de chocolate branco caramelizado salgado

Força é a capacidade de conseguir partir uma barra de chocolate em 4 bocados, com as próprias mãos... e depois comer só um desses bocados - Judith Viorst

Na cozinha, como em tudo na vida, há coisas fáceis... há coisas rápidas... e depois há estas, que não são nem umas nem outras - apesar de não ser preciso um curso de engenharia aeronáutica para as fazer - mas que são DELICIOSAS e valem todo o esforço empregue!
Há já algum tempo que andávamos (ou melhor, andava um dos Sopas, porque o(a) outro(a) não gosta de chocolate - sim, leram bem: existe uma pessoa que não gosta de chocolate, nem sequer do cheiro!) para experimentar estas bolachas que, só por si, não têm nada de especial: o que torna tudo isto divinal é o recheio - chocolate branco caramelizado salgado. Vou repetir: Chocolate Branco. Caramelizado. Salgado.
Nesta altura gostava de ser eloquente o suficiente para arranjar palavras que pudessem explicar o sabor indescritível deste recheio... mas não sou.
Por isso, fico-me por aqui, na expetativa que alguém comprove as minhas palavras (ou a falta delas!).

Palmiers rápidos


Ficamos muito contentes quando nos contam que já experimentaram alguma das nossas receitas e que gostaram! E já temos tido algum feedback positivo. Na realidade, esta partilha faz mais sentido assim.
Destacamos a nossa amiga e fã número um, que partilha o mesmo nome da Sopa feminina cá de casa. Ela já experimentou algumas das nossas receitas e até já detectou um engano numa medida, ao fazer estes bolinhos, e que, graças a ela, foi logo corrigido e testado mais uma vez! Isto de escrever receitas nem sempre é fácil! :-)
Estes palmiers não são novidade na blogosfera, mas cá em casa foi a primeira vez que fizemos e a receita foi-nos passada por esta amiga, que nos segue aqui e que, não só nos incentiva a continuar neste desafio constante, como o apresenta aos amigos e colegas!
A receita é muito simples e é mais fácil de explicar com as fotografias de todos os passos.
Com o fim-de-semana à porta, fica esta sugestão doce que pode ter a ajuda dos mais pequenos.

Pão de Leite Super-Mega-Extra Fofo


Filho mais velho (7 anos) chega à cozinha orientado pelo cheirinho e ansioso pelo lanche e diz:
- Uau!!! Mas, isso chega para todos?

A isto se diz ter mais olhos que barriga, pensámos nós, mas... a verdade é que este pãozinho não tinha dado para uma 5.ª pessoa, porque estava tão bom que nos "empanturrámos" com esta delícia num lanche meio ajantarado.

Esta receita aplica uma técnica muito utilizada em alguns países asiáticos que consiste em preparar previamente uma mistura de água ou leite a ferver com farinha, que depois se reserva algumas horas para posteriormente misturar com a restante massa da receita. O objetivo é tornar o produto final mais leve e fofo, graças ao amido da farinha que, quando misturado com a água a ferver, se dissolve completamente, tendo tempo para se misturar com os grãos de farinha - gelatinizar. 

Técnicas à parte, o que é facto é que este pão de leite não durou para contar a história: desapareceu num ápice! A receita é inspirada (praticamente copiada!) de um blog que seguimos com muita atenção!

Quadradinhos de limão

Se a vida lhe der limões, faça uma limonada! (popular)

Pois bem, deram-nos uns limões mas não nos apetecia limonada! E se há coisas boas, fáceis e rápidas, esta é uma delas: uma base crocante amanteigada, um creme de limão com textura de pudim, umas amêndoas torradas... e o tempo que leva é praticamente só o tempo de forno!
A dificuldade é quase nula: basta juntar uns quantos ingredientes, mexer e levar ao forno; depois juntam-se outros quantos e volta ao forno. A maior dificuldade é mesmo conseguir parar de comer, depois de estarem feitos: "é só mais um quadradinho, até são pequenos!..."
Experimentem e depois digam-nos: gostaram mais daqueles rebordos caramelizados e super crocantes ou dos quadrados do centro, fofos e húmidos, com o sabor doce e ácido do limão?
Se nem assim têm vontade de experimentar, com peso na consciência por razões que só a balança conhece, lembrem-se: ainda faltam uns meses para o verão e há quem diga que o limão tem muitas propriedades curativas! 

Rolinhos de Canela super fofos!


A nossa casa hoje ficou com um belo cheirinho a canela. Um cheiro que de repente me trouxe recordações do tempo em que estive na Suécia, na cidade de Sundsvall, ao abrigo do programa Erasmus. Voltei a recordar os 'kanelbullar' (bolos de canela) com que acompanhava tantas vezes uma aconchegante chávena de café para me aquecer daquele frio nórdico. A biblioteca da cidade cheirava a bolos de canela e a cafetaria da universidade também! E hoje essas recordações estiveram aqui em casa, quando estes rolos de canela saíram do forno.
E o que dizer destes bolinhos? São simplesmente deliciosos!!! Muito fofos, doces q.b, pode adoçá-los mais, na hora de os saborear, acrescentando mais cobertura, têm um delicioso aroma a canela... e, repito propositadamente, são mesmo muito fofos!!!! Metade foi feita com passas e metade só com o açúcar e canela, mas o recheio depende da vossa imaginação!
Com um chávena de café, eu comi dois e ele três no nosso pequeno-almoço.
Ainda não estão convencidos de que vale a pena jogar mãos à massa para preparar estes rolos de canela? :-)

Bolachas chupa-chupa


No final desta semana (dia 20 de Dezembro) celebramos 10 anos do nosso casamento (feliz). Sei que não são assim tantos, mas já é uma data bonita para celebrarmos o nosso amor e a alegria de vivermos em família!

Já passaram 10 anos e todos os dias reconheço a felicidade de ter este Sopa ao meu lado. Não, não é um homem perfeito (e ainda bem!), mas é o homem que me completa, que me entende, que atura as minhas luas, que me abraça quando estou triste, que sabe rir comigo, que aceitou fazer dieta comigo para ficarmos os dois ainda mais giros, que é o melhor pai que os meus filhos podiam ter... enfim, é o homem que amo! Ainda sinto borboletas na barriga a relembrar todas as coisas boas que partilhamos juntos.

Mas, pronto... não me quero alongar neste assunto, porque não o quero deixar sem jeito perante os amigos que também seguem este espaço e porque, na realidade, o que me levou a introduzir este tema de amor foram estas bolachas em jeito de chupa-chupa! E eu vou explicar melhor porquê:

Eu queria umas bolachinhas destas para oferecer aos "meus" meninos da catequese antes das despedidas para o Natal. Mas, infelizmente, a loucura dos últimos dias não me reservou tempo para as fazer. Mas... (atentem bem neste 'mas' e vejam como sou uma mulher de sorte), em jeito de surpresa, à hora em que precisava das bolachas, lá apareceram elas lindas, lindas, pela mão do meu Sopa.

E aqui ficam as fotografias que não me deixam mentir... são mesmo umas bonitas bolachas! E é uma boa sugestão para surpreenderem alguém neste Natal, com este miminho doce.

(nota: não sei se ele me vai deixar publicar este post ou apagá-lo depois de ser publicado!)

Queques de Mel e Alecrim


Quando o João era mais novo, houve uma manhã em que ele nos pedia uma coisa que nós não conseguíamos decifrar. Dizia ele que queria acompanhar as panquecas com "molho de mosca".
Não pensem que criámos algum doce especial de mosca. Não!!!
Na realidade demorámos a perceber que ele queria mel. E só entendemos o seu desejo quando ele apontou para o nosso pote de mel que tem uma abelha espetada na tampa, que no imaginário dele era uma mosca. Podem comprovar na fotografia que se segue.

Estes bolinhos para além do mel, são aromatizados com alecrim e ficam aqui dedicados ao imaginário dos sopinhas cá de casa.

Que são saborosos não vale a pena acrescentar, porque se não fossem óptimos não partilhávamos convosco. E podem optar por fazer um bolo em vez dos queques...

Bolinhos de amêndoa com canela e rum


Estes bolinhos (Fave dei Morti) são típicos de várias regiões de Itália, que se costumam fazer no dia de todos os santos e dia dos fieis defuntos (1 e 2 de novembro). Existem várias variações nas especiarias e aromas que utilizam (canela, raspa de limão, ...), no álcool que se adiciona (grappa, brandy, ...) ou nos tipos de farinha, mas tipicamente são bolinhos simples que ficam estaladiços por fora e com uma textura muito suave e semi gelatinosa por dentro, quase fazendo lembrar os famosos "macaroons". Aqui, o rum, essa bebida capaz de exorcizar demónios do corpo, empresta um leve aroma aos bolinhos, que, juntamente com a canela e a textura da amêndoa moída, tornam impossível comer um só de cada vez... E o melhor de tudo é que em 20 minutos temos bolos prontos para acompanhar o café e até os pequenos podem sujar as mãos (e talvez mais qualquer coisa...) para ajudar!



  • 200 gr amêndoa sem pele finamente moída (ou farinha de amêndoa)
  • 100 gr farinha
  • 100 gr açúcar
  • 1 ovo médio-grande
  • 30 gr manteiga amolecida
  • 1 colher sopa canela
  • 30 ml de rum


Utilizando uma picadora, pique as amêndoas até parecer areia.(se utilizar farinha de amêndoa não precisa picar!)

Misture todos os ingredientes com a batedeira até obter uma mistura suave e compacta. Se a massa não ligar bem (se ovo for demasiado pequeno, por exemplo), adicione um pouco de água morna, muito pouco de cada vez, até a massa ligar.

Com as mãos, forme pequenas bolinhas de massa do tamanho de uma noz e coloque-as num tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal.

Com as mãos, espalme as bolas para ficarem em discos com cerca de 1 cm de altura.

Leve ao forno durante cerca de 10 minutos ou até secarem ao toque, sem ficarem muito douradas (não se esqueça que depois de sairem do forno ainda endurecem um pouco, pelo que não espere que fiquem logo durinhas no forno). Cuidado para não ficarem demasiado cozidas ou ficarão muito secas.

Depois de frias, guarde num recipiente hermético. Sabem tão bem com café!





Bolo de cenoura, maçã e citrinos

Este domingo alinharam-se os astros e conjugaram-se todas as razões para este bolo: o dia da asneira na nossa dieta, as primeiras chuvas de outono, um dia de domingo sem nada para fazer depois de cumprir o dever de voto, a vontade de não sair de casa, uma receita ali à mão de semear que até parecia "light"... enfim, como já se percebeu, a verdade é que apetecia muito lanchar um bom bolo com uma bela chávena de café! E se para isso fosse preciso inventar todas as desculpas para o fazer, assim seria! :)
Esta receita é retirada do FB de Mafalda Pinto Leite e só lhe acrescentámos o limão. Tentámos seguir-lhe os conselhos e utilizar a farinha integral e o óleo de girassol, mas como não havia... usou-se o que cá estava!

Scone gigante com pêssegos e framboesas


Ao ver as fotografias deste doce para vos escrever qualquer coisa, fiquei com vontade de o comer novamente... e a inspiração repentinamente fraquejou!
Ainda inspirados pelas framboesas e pelo calor que, entretanto, foi para outras paragens, experimentámos este scone gigante adocicado com o sabor da fruta e das natas batidas com açúcar.
É um doce de primavera/verão, não é muito doce, é fresco e saboroso!

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